CALENDÁRIO VACINAL
Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria - Conselho Cintífico

IDADE VACINAS
Ao nascer BCG intradérmico 1
Vacina contra hepatite B (VHB)2
1 mês VHB
2 meses DPT + Vacina oral contra pílio (VOP) +
Vacina contra H, influenzae b (Hib)
4 meses DPT + VOP + Hip
6 meses DPT + VOP + VHB + Hib3
9 meses Vacina contra o sarampo (VS)
15 meses DPT + VOP + Hib + Vacina triplice viral (VTV)4
4 a 6 anos DPT + VOP
7 a 10 anos BCG5
14 a 16 anos Dupla tipo adulto (DT)6

1. Não sendo possível, aplicar dentro do primeiro mês de vida.
2. De preferência dentro das primeiras 24 horas de vida, ou, ao menos, antes da alta da maternidade. A vacina pode ser feita em qualquer idade, num total de três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose, e de 6 meses entre a primeira e a terceira dose.
3. Se a imunização primária for feita com a vacina conjugada com proteína de membrana externa do meningococo B não é necessário aplicar a 3ª dose aos 6 meses.
4. A vacinação contra a rubéola deve fazer parte de estratégia de eliminação da Síndrome da Rubéola Congênita, recomendando-se também a vacinação das puérperas.
5. A Organização Mundial da Saúde não mais recomenda a revacinação BCG. O Ministério da Saúde aguarda pesquisa empreendida no Brasil para decisão final a respeito.
6. Repetir a cada 10 anos
Observação: Vacinas contra varicela e hepatite A — Havendo possibilidade e disponibilidade podem ser aplicadas a partir de 12 meses de vida.


PRIMOIMUNIZAÇÃO DE CRIANÇAS NÃO VACINADAS NO PRIMEIRO ANO DE VIDA

1ª consulta:
• Tríplice (menores de sete anos) ou dupla (5)
• Antipólio oral, trivalente
• Anti-sarampo ou MMR
• BCG intradérmico

2 meses após a 1ª consulta:
• Tríplice ou dupla (5)
• Antipólio oral, trivalente

2 meses após a 2ª consulta:
• Tríplice ou dupla (5)
• Antipólio oral, trivalente

Os reforços das vacinas tríplice ou dupla, bem como as doses subseqüentes de vacina antipólio oral, trivalente, serão feitos levando-se em conta a idade da criança e obedecendo aos intervalos estabelecidos no Calendário de Vacinações.

OBSERVAÇÕES:
1 — Este Calendário não deve ser utilizado de maneira rígida e imutável, devendo ser adaptado às circunstâncias epidemiológicas ou operacionais. Não há necessidade de reiniciar as vacinações nas crianças que tenham ultrapassado os intervalos recomendados entre as doses. O intervalo mínimo entre as doses de vacina tríplice DPT é de 30 dias e entre as doses de vacina antipólio oral é de 45 dias.

2 — Quanto mais precoce a vacinação BCG, melhor, visando a profilaxia de formas graves de tuberculose na infância, como a meningite tuberculosa e a miliar. Quando não for feita no primeiro mês de vida, poderá ser aplicada posteriormente, sem PPD prévio.

3 — A revacinação contra o sarampo aos 15 meses, preferentemente com a MMR, visa assegurar a imunização em cerca de 10% das crianças que, nas condições brasileiras, ainda possuem anticorpos maternos aos nove meses de idade.

4 — Não há necessidade de vacinação de rotina com a vacina dupla (difteria-tétano) das crianças menores de 14 anos que tenham feito a série completa (cindo doses) de vacina tríplice DPT.

5 — Dupla tipo adulto (dT) para crianças que já completaram sete anos. A vacina dupla tipo infantil (DT) comum deverá ser utilizada apenas nas crianças menores de sete anos, em que haja contra-indicação absoluta para uso do componente pertussis.

PROFILAXIA DO TÉTANO NEONATAL

a) Gestante não imunizada anteriormente com DPT ou TT: vacinar a partir do sexto mês, duas doses com intervalo de dois meses.*
b) Gestante incompletamente imunizada (menos de três doses DPT ou TT): vacinar a partir do sexto mês, completando três doses.
c) Gestante previamente imunizada (três doses DPT ou TT): vacinar a partir do sexto mês, uma dose, se a última vacinação foi aplicada há mais de cinco anos.

* Para a prevenção específica do tétano neonatal no produto da gestação “atual”, são suficientes duas doses, aplicadas no sexto e no oitavo mês. Todavia, para adequada proteção da mulher e prevenção do tétano neonatal em gestações futuras, é importante a aplicação da terceira dose, que poderá ser feita após o parto, quando a mãe levar a criança para iniciar a vacinação básica.

VACINAS DE USO EXCEPCIONAL

Vacina contra a infecção meningocócica A e C — Indicada apenas para controle de epidemias por meningogocos A ou C, situação em que a vacina será fornecida diretamente pelo Ministério da Saúde, não devendo ser empregada em clínicas ou consultórios particulares. No Brasil, atualmente, os casos de meningite meningocócica são causados predominantemente por meningococos do grupo B.

Vacina antipneumocócica — Indicada a partir dos dois anos de idade, nos seguintes casos: síndrome nefrótica, estados de imunodeficiência, anemia falciforme, crianças esplenectomizadas, hipo ou asplênicas. Aplicação em dose única, 0,5 ml, via subcutânea ou intramuscular.

Vacina contra febre tifóide — Indicada nos seguintes casos: comunicantes íntimos de portadores, viajantes para áreas de grande endemicidade.

a) Aplicação
• indivíduos com mais de 10 anos de idade: duas doses de 0,5 ml, via sc, com intervalo de quatro ou mais semanas, ou três doses com intervalo semanal;
• crianças de seis meses a 10 anos: duas doses de 0,25 ml, via sc, com intervalo de quatro ou mais semanas, ou três doses com intervalo semanal.

b) Reforços

A cada três anos, quando a exposição se mantiver. Via sc, 0,5 ml, para maiores de 10 anos, 0,25 ml para menores de 10 anos. Dose única. Exceto com a vacina acetonada, pode-se utilizar a via intra dérmica para os reforços: 0,1 ml, em todas as idades.

Vacina conta a febre amarela — Indicada para pessoas residentes ou que se dirigem a áreas rurais das Regiões Norte e Centro-Oeste, endêmicas de febre amarela silvestre. Deve ser aplicada a partir dos seis meses de idade, e doses de reforço são recomendadas a cada 10 anos.

Vacina anti-rábica — Indicada para indivíduos acidentalmente expostos ao risco, conforme esquema do Ministério da Saúde.

Vacina contra hepatite B — As recomendações seguintes são sujeitas a revisão e visam dar orientação geral a respeito. Orientação mais precisa dependerá de maior experiência com a vacina, mais informações e estudos sobre os riscos de aquisição da doença e a melhor estratégia de prevenção em nosso meio. Sugerimos, como candidatos prioritários à vacinação, os seguintes grupos:

• Profissionais das equipes de saúde que lidam mais freqüentemen te com sangue.
• Pacientes de unidades de hemodiálise.
• Pacientes sujeitos a múltiplas transfusões de sangue ou plasma ou receptores de concentrados de fatores VIII e IX (hemofílicos)
• Crianças excepcionais institucionalizadas.
• Comunicantes íntimos de portadores de HBV.

A vacinação consiste na aplicação de três doses da vacina. As duas primeiras com intervalo de um mês e a terceira cinco meses após a segunda.

• Adultos: 1 ml (20 microgramas) por dose.
• Adultos em hemodiálise ou imunodeprimidos: 2 ml (duas ampo las de 1 ml, aplicadas em locais diferentes = 40 microgramas/dose).
• Crianças de três meses a 10 anos: 0,5 ml (10 microgramas por dose).

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