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NOTA
DO EDITOR
Uma das consequências do advento das novas tecnologias é, sem dúvida, a obsolescência prematura daquelas que, bem pouco tempo atrás, parecia que iam durar a vida toda.
“Nenhuma árvore cresce indefinidamente.”
São muitos os exemplos disto. As máquinas fotográficas que usavam filmes foram substituídas pelas câmaras digitais.
Os e-readers não são ameaças à extinção das revistas e livros em papel. Esses meios vão conviver como convivem teatro e cinema, rádio e TV, celular e telefone fixo. Através dos tempos se escreveu em pedra, papiro, madeira, seda, tecido e papel.
Hoje em dia lê-se muito mais do que num passado recente. O fato, porém, é que estamos lendo menos em papel impresso e muito mais diretamente nas telas de um monitor.
Em consequência disto, muitas das mais prestigiosas publicações em todo o mundo estão às voltas com o problema, que repercute sob a forma de redução de anunciantes e de anúncios veiculados, determinando redução da frequência e/ou redução de tiragens. Isto tem acontecido com revistas de interesse geral e, também, com as publicações médicas. Para algumas delas, as providências de redução de frequência e de tiragem não foram suficientes para estancar a crise.
Nos Estados Unidos, por exemplo, desapareceram dezenas de revistas médicas, entre elas a Medical Economics e a Patient Care. A primeira, a mais rentável e a de maior circulação; a segunda, a mais lida pelos médicos americanos em face de sua abordagem extremamente prática e objetiva.
No Brasil, a história não é igual, mas segue na mesma direção. Dez anos atrás, existiam aqui oito publicações médicas de grande tiragem e bastante prestigiadas com publicidade. Hoje, restam apenas duas delas, com periodicidades reduzidas e com poucas possibilidades de mudança significativa. Os médicos brasileiros estão cada vez mais pressionados pelo tempo.
Isto levou os médicos a consultarem algumas obras que lhes permitam manter-se atualizados sem dispêndio de tanto tempo. É o caso do DEF — Dicionário de Especia-lidades Farmacêuticas, imprescindível no sagrado momento de seu receituário, e as variadas edições de quase 20 especialidades do Journal Watch, informativo de alta credibilidade e absoluta imparcialidade, que apresenta, através de informações muito bem condensadas, tudo o que de importante acontece no mundo da Medicina.
As revistas médicas, como o JBM, por exemplo, a publicação líder do mercado brasileiro há mais de 30 anos, tanto em recebimento como em preferência de leitura, e os livros, certamente continuarão a exercer um papel importante no mercado, embora sujeitos às grandes mudanças que ocorreram e vão continuar ocorrendo no mercado editorial. Os nossos fiéis leitores podem estar certos, no entanto, que a EPUC, a editora do DEF, do JBM, das edições do Journal Watch e produção de fascículos de Atualização Médica Contínua, vai continuar, aconteça o que acontecer, nos seus propósitos de oferecer o melhor possível em formação e informação médicas.
Atenciosamente,
J. M. S. Melo
Editor |
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